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A permanência das palavras

Gilson Borges Corrêa trabalhou na Universidade Federal do Rio Grande como bibliotecário e também lecionou Português, Inglês e Literatura na escola pública. É formado em Letras Português/Inglês, Biblioteconomia e especialista em Ciências da Informação. Membro da  Academia Rio-grandina de Letras , mantém o blog  Liberdade Poética  e o site  Textos do Gilson , espaços em que reúne fragmentos, crônicas, contos e reflexões literárias. Participou da página literária do Jornal Agora, no caderno  O Peixeiro , pela Academia Rio-grandina de Letras. Atualmente integra a Página Literária do Jornal  Sou do Sul , pela  ARL ,  e mantém o Instagram  @palavrasdogilson , dedicado à literatura, aos fragmentos do cotidiano e às delicadas permanências da memória e da condição humana.  Entre contos, crônicas e antologias, integrou publicações como a  Coletânea de Conto, Poesia e Crônica  (2009),  Outras Águas  (2009),  Contos Vencedor...

Um pouco sobre A BARCA E A BIBLIOTECA: um romance sobre como livros também foram sitiados em tempos de repressão

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A história trata dos vários olhares do homem em consonância com o seu cotidiano, alicerçado nos valores que concebe para a sua vida. É a trajetória de um homem (César), que aos poucos vai conhecendo a verdadeira história de seu pai e o quanto ela ainda o influencia nos dias atuais, forçado de certa forma, a recorrer ao passado e reconhecer nele um caminho novo, de liberdade e orgulho, que não identificava antes. Uma história que vai modificar e completar a sua. Com o conhecimento destas vivências, cresce como ser humano. Tudo começa nos anos sessenta, cuja curiosidade infantil o impulsiona a conhecer determinados documentos estranhos que parecem comprometer o seu pai, e que tanto o angustiavam pelo forte conteúdo político que continham. Ao mesmo tempo vivia a sua vida de menino, confrontando a fantasia de aventurar-se na barca á beira do cais, sempre impedido pela mão forte do pai, ao mesmo tempo, que por outros caminhos, imergia no mundo sagrado da biblioteca, batizado que ...

Sonhos que jazem acordados

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Fonte da ilustração: waldryano do site www.pixabay.com Olhar-se no espelho, meio dormindo, assim pela manhã e deparar-se com uma face nova, que não a sua, não é tão surpreendente assim. Acontece, às vezes, com qualquer mortal. Principalmente, se ele está completamente desiludido de seus sonhos. Aconteceu com Gustavo, certa vez. Olhou-se no espelho, demorado. Piscou um olho, a resposta simultânea assegurava que era ele. Mas tinha consigo, que alguma coisa estranha tinha acontecido naquela noite. Afinal, o mundo desandara a seus pés. Escrevera mil histórias, publicou algumas, contos, crônicas, artigos em revistas, até um romance, considerado o primogênito bem amado. Esperou afoito que acontecesse, que desabrochasse para as audiências, que o lessem sofregamente. Nada aconteceu. Nem um comentário, nem uma notícia boa, nem uma página de jornal. Tudo burocrático, organizado por ele e 10% pela editora. Como pensava que teria este vigor todo para tocar em frente, conquistar as plat...