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Mostrando postagens com o rótulo poemas

Mordaça

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Queria criar um balaio de flores Símbolo de beleza em cenários esparsos Na esperança de criar valores Que desfaçam laços e cadarços Da mordaça que invade nossas vidas Do medo que instiga os desejos Das vitórias que não temos definidas Das lutas que se furtam aos ensejos Quem sabe tais flores invadam espaços Vazios com feridas abertas Varrendo retrocessos engessados Numa vanguarda de ideias E num mundo assim debilitado Transgridam os ferrolhos das cancelas Libertem as mentes magoadas E desaferrem, num ímpeto, as celas. Fonte da ilustração: autor Acedev in www.pixbay.com

É suave a noite

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Quando observavas as luzes esparsas da noite, por certo, vias estrelas tão suaves e distantes, que quase sumiam na visão etérea de nossos sentimentos. Era só nossa, como a daquela versão antiga de “Tender is the night”. “É suave a noite, a noite é de nós dois.” Sabias que o amanhecer era a fronteira entre nossos encontros, mas nossos beijos permaneceriam para sempre, em nossos lábios sedentos, mentes melancólicas e pensamentos afetuosos. Lábios que se tocavam suavemente na brisa de verão, embora tudo passasse tão rápido, desafiando o tempo. Era nossa última noite. Agora, quem sabe, nem a lembras mais. Pode ter ficado apenas em minha memória, em minha sensação, meus sentimentos. Talvez tenhas vivido outras noites, outros momentos, outros verões. “Ternuras de luar, a brisa a murmurar sua canção. Tudo tem suave encanto, quando a noite vem”. Nem percebes perdida no tempo, que as brumas da noite não são as mesmas que vivíamos, cujos encantos jamais seriam compartilhados por outros. “A n...

Folhas

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Folhas caem lentamente Pairam algumas, seguem devagar a corrente Parecem sonhar e mergulham como plumas no ar Folhas caem lentamente Trazem consigo olhares e nostalgia Talvez de um passado recente Ou de uma vontade vazia Folhas caem lentamente Aproximam-se do chão e das raízes Pesam na grama impunemente Ou se debatem em rodamoinhos, às vezes Folhas caem lentamente Transformam a realidade mais bonita Não importa se afofam o chão clemente Se a árvore fica fria e despida Se os grãos viram semente Apenas que o outono abranda a desdita Fonte: https://pixabay.com/pt/users/rihaij-2145/

Que venhas logo

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"Elaborei este poema antes que ela viesse. Agora já está por aí, meio parecendo outra." Quero esta mulher perto de mim, ouriçando meus cabelos Sentindo seu bafejo próximo, tão próximo que o aroma arrepia-me os pelos Quero-a mais próxima, levando tudo por diante Não a quero calma, pacata, silenciosa Quero-a guerreira, firme e enérgica Quero que espalhe a luz, que empurre as folhas, que vergue os troncos Quero-a resistente, alvissareira e alegre. Quero-a, sobretudo num clima ameno, que antecipe o verão. Quero que passe o inverno e que chegues rápido, primavera!

Noite eterna

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Com tantas palavras inúteis, tantas acusações e tiros pra todos os lados, fiz este poema. Espero que a lei maior, a nossa Constituição legitime o povo grávido de verdade. Se a noite gira ad eternum e os homens brilham ao luar por que se encantar com as luzes se nada podem provar? mentiras que saem dos termos dos que proclamam a luz só trazem contornos enfermos do apelo que a ti seduz nao temer as verdades obtusas nem ferver as entranhas nas febres por certo é viver às escusas da lei maior que entoa do povo que vive prenhe de um mundo que clama à toa