Somos todos iguais na casa
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"Tenho a alegria de compartilhar com os leitores meu novo romance, Somos todos iguais na casa, publicado pela Editora Dialética em 2026. Abaixo, apresento um breve resumo da obra."
O que pode unir um aposentado amargurado, uma catadora de materiais recicláveis que não fala e uma jovem colega de trabalho que insiste em permanecer presente na vida de alguém que prefere a solidão?
Napoleão passou a vida inteira trabalhando. Quando a aposentadoria chega, traz consigo uma sensação incômoda de inutilidade que ele se recusa a aceitar. Solitário, preconceituoso e marcado por traumas da infância, ele alimenta há anos um sonho estranho: encontrar uma antiga mansão que conheceu por meio de um velho folder. Quando finalmente descobre a casa, quase em ruínas, decide ocupá-la e reinventar a própria vida sob uma nova identidade.
Maria vive à margem da sociedade, recolhendo latas e garrafas para sobreviver. Muda desde a infância, tem na cachorra Sandra sua única companheira constante. Um encontro inesperado com Napoleão faz com que suas trajetórias se cruzem de forma irreversível.
Há ainda Linda, ex-colega de trabalho de Napoleão, uma mulher mais jovem que, por razões nem sempre claras, insiste em aproximar-se dele, rompendo as barreiras que ele ergueu ao longo da vida.
Mas talvez a verdadeira protagonista da história seja a própria casa. Mais do que abrigo, ela se transforma em um espaço de encontros, conflitos, descobertas e mudanças. À medida que seus moradores improvisados convivem sob o mesmo teto, são obrigados a confrontar seus medos, preconceitos, perdas e desejos.
Somos todos iguais na casa é um romance sobre solidão, pertencimento e transformação. Uma história que convida o leitor a refletir sobre aquilo que nos separa dos outros — e, principalmente, sobre aquilo que nos torna profundamente humanos.
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