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Mostrando postagens de Outubro 20, 2015

APRESENTAÇÃO E SINOPSE DO ROMANCE “O DOCE BORDADO AZUL” PUBLICADO ÀS TERÇAS E QUINTAS NO BLOG

Todas as terças feiras e quintas publico neste blog um ou dois capítulos em sequência do romance “O doce bordado azul “, de minha autoria. É um romance de 30 capítulos, os quais pretendo postar até o início do mês de dezembro, deste ano. Este romance foi uma tentativa de representar a alma feminina, o que foi bem difícil para mim, através de mulheres com histórias e perspectivas bem diferentes entre si. Começo com a protagonista Lúcia, que tem uma relação quase simbiótica com a mãe, ao mesmo tempo que se acha superior em suas atitudes, podendo inclusive manipulá-la, mas na verdade, o contrário ocorre, pois Laura, a mãe, parece ter ferramentas bem mais sedimentadas em sua mente perturbada. Compondo o universo feminino, temos Bárbara, a bailarina que volta de Minsk, a capital da Bielorrússia, cujo marido morrera num trágico acidente. Lá, morando num condomínio ocupado pelos foragidos do desastre nuclear de Chernobyl, onde criaram um bairro com vários prédios de apartamentos, e

O DOCE BORDADO AZUL - CAPÍTULOS 8º E 9º

Todas as terças-feiras e quintas publicarei capítulos em sequência do romance "O doce bordado azul". A seguir dois capítulos, o 8º e o 9º capítulo.(20/10/2015) Capítulo VIII A morte é definitva Descia do ônibus às pressas e quase correndo, entrava em casa, aflita com a possibilidadede não mais ver Ana e pelo fato de desconhecer que havia morrido. Afinal, que espécie de amigas eram elas que nem se encontravam, nem sabiam nada umas das outras, que passavam o tempo completamente alienadas, preocupadas com o seu próprio umbigo. Não gostava da morte. E se ocorria, como no caso de Ana, era uma perda que não pudera cultivar, que não pudera chorar, ao menos. Não se despedira. Na verdade, foram amigas durante um tempo determinado, desde a infância até o final da adolescência, e aos poucos, foram se afastando. Ela que se acomodara a viver naquela casa, com a mãe, sem grandes ambições, participando de sua vida, vivendo-a como se fosse a sua. A sala estava às escuras, por isso,