Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Agosto 2, 2016

Alfredo Martins: o homem ideal e as várias formas de amar

Todas as noites Alfredo Martins fechava a porta de ferro do velho cartório, sempre de maneira metódica, puxando-a devagar para não desengatar o trilho e agachando-se enquanto trazia até o chão, para finalmente engatilhar o trinco e o cadeado ao mesmo tempo. Era de praxe. Era o modelo deixado por seu pai. Era o correto.
Alfredo Martins era na vida pessoal, como agia em seu trabalho: um tabelião responsável e rígido. Tinha a pontualidade e a responsabilidade no trabalho como modelo indispensável para uma integridade ética e moral em suas relações profissionais. Casado, sem filhos e afeito a servir à comunidade através de missões filantrópicas de forte poder ético, o abonavam como um homem de qualidade familiar e social. Religioso e pacato em sua vida particular, Alfredo Martins tinha um único único hobbie, que era a pesca e o fazia apenas acompanhado da esposa, porque considerava de bom tom experienciar também os prazeres como um casal.
Naquela manhã porém, Alfredo Martins sentia que al…

UM CRIME NA CIDADE QUE SABIA DEMAIS - CAPÍTULO 17

Hoje terça- feira, dia 02/08/16 apresentamos o 17º capítulo de nosso folhetim policial. No capítulo anterior o detetive Júlio Ramirez encontrou-se com o delegado Borba. A partir dessa conversa, teve novos planos e num encontro com o seu amigo Jairo, um madereiro que estava trocando de negócios, com a intenção de instalar um camping na cidade, decide falar sobre os suspeitos. Divirta-se com nosso folhetim cheios de clichês, mas também com muito mistério.
Capítulo 17
Júlio encontra o amigo Jairo no bar. Tomam uma cerveja e recordam os velhos tempos. Em seguida porém, o tema passa a ser os crimes não solucionados na cidade. Jairo pergunta a quanto anda a investigação do detetive.
— Bom, meu amigo, a passo de tartaruga, como tudo nessa cidade. Mas acho que estou no caminho certo.
— E o que se passou com o delegado?
— Como sabe que estive lá?
— Marília me contou. Ela viu quando você se dirigiu à delegacia.
— Aquela moça fala demais, não acha?
— Sabe de uma coisa, Júlio? Eu ouço e fico calado. Dei…