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A CASA OBLÍQUA - CAP. XXXII

NOSSO FOLHETIM ESTÁ CHEGANDO AO FINAL. FALTAM POUCOS CAPÍTULOS!

Ao anoitecer, Clara já vestida com as roupas habituais saiu do quarto, esgueirando-se pelo corredor afora, tentando fugir do hospital. Sabia que se permanecesse ali, teria que constituir advogado para sair em liberdade. Faria isso, mas não agora, em que as coisas se encaminhavam. Devia ir ao banco que Dona Luisa tinha informado, abrir o cofre e descobrir o segredo que a aguardava. De gabardine, guarnecida até a cabeça, afastou-se rapidamente para a rua e chamou um táxi.

Ao tomarem uma distância boa do hospital, ela pediu ao motorista que retornasse em direção ao centro. Bastava seguirem uma rótula que desembocaria numa avenida arborizada, na qual encontraria o que precisava.

Ao parar o carro, desceu sem olhar para os lados, atravessando a calçada e entrando numa loja. Não demorou três minutos e voltava ao veículo com um pacote, que trazia junto à bolsa.

No carro, olhava para fora, tristemente. Pensava em Nael, o sofrimento por que estava passando, numa prisão repleta de pessoas estranhas. Imaginava-o querendo explicar-se, esclarecer seus motivos e os parceiros de cárcere rindo, despudorados, divertindo-se com sua tragédia. Sabia o quanto de solidão estava sofrendo, sentindo-se abandonado, talvez até esquecido.

O que havia acontecido com ela, que já não era a mesma, que se envolvia com tanto ênfase na história de Dona Luisa, que a confundia com a sua própria vida. Clara sentia-se culpada, mas ao mesmo tempo se perguntava o que estava acontecendo. Ela, que ao lado de Nael, se tornara outra mulher, com mais coragem para enfrentar as agruras dos dias, mais feliz e determinada. Ao seu lado, enfrentara as frustrações, os sentimentos de perda, de baixa estima que a acometera, por cauda da traição de Bruno.

Assustou-se, desprevenida, quando o motorista perguntou se era ali que deveria estacionar. Ela concordou, pagou a corrida e afastou-se em direção à garagem coletiva, onde estava seu carro.

Em seguida, saiu em disparada. Algum tempo passado e já se afastava da cidade, deixando para trás as avenidas urbanizadas, as ruas estreitas da cidade antiga, enveredando pela rodovia.

Não conseguia ainda assimilar todos os acontecimentos. Estava aturdida, ansiosa. Nael preso, ela na iminência de ser processada, além do afastamento temporário do serviço, em virtude do inquérito administrativo que corria na Instituição.

Por que as coisas aconteciam assim, se precipitando, produzindo um descompasso entre a realidade e seus pensamentos.

A noite já se adiantava, quando percebeu as luzes fracas, amareladas do pequeno bar à beira da estrada. Tinha certeza de que era o único estabelecimento antes do posto de gasolina e a pousada, na qual passara a noite.

Estacionou um pouco distante da entrada do bar, temendo ser observada, embora a escuridão fosse intensa.

Abriu o pacote, tirou uma peruca loira, curta, com uma franja imensa que quase lhe cobria os olhos. Ajeitou-a com cuidado, prendeu alguns grampos e olhou-se no espelho do retrovisor. Acionou o veículo, aproximando-se do avarandado do bar.

Clara desceu do carro, com a bolsa e o caderno de capa preta sob o braço e entrou insegura, observando as mesas pouco habitadas. Uma que outra, com homens bebendo, entre conversas não muito animadas. Apenas uma mulher sentada ao balcão, tomava um drinque, solitária, entre uma tragada e outra.

Clara escolheu uma mesa próxima à janela envidraçada.

O atendente era o mesmo rapaz alto e prestativo, que a servira na outra vez em que estivera lá, mas ela não o reconheceu. Então, fez o pedido sem encará-lo.

— Um café e uma torrada, por favor.

Ele afastou-se, atravessando o salão, passando por entre as mesas e observando o mundo que se desenrolava lá fora. Quase nada. Apenas alguns carros e caminhões que iluminavam a escuridão reinante.

Fez o pedido à cozinha, através de uma abertura na parede. Em seguida, encostou-se no balcão, assistindo a TV, que apresentava um reality show, que o fazia vibrar. Seus olhos riam, atentos. A perna mexia-se, ansiosa, batendo no balcão. De repente, alguém pediu outra bebida. Ele serviu o cliente, desiludido. Perdeu a cena mais interessante, na qual se organizavam games, interrompida pelo intervalo.

Uma aragem amena surgia da noite serenada, talvez por isso, tenha se dirigido à porta e ficou observando uma caminhonete antiga, estacionada, entre um caminhão e um carro pequeno. Deteve-se no carro, intrigado. Desceu os degraus da porta até a calçada e examinou a placa. Pensou um pouco se não estaria enganado, mas tinha quase certeza de que era o mesmo. Ele jamais esqueceria aquela placa de numeração tão fácil, além de pertencer a uma mulher tão bonita. Voltou para o interior do bar. Encarou Clara por um momento. Uma voz feminina anunciou o alimento pronto, o qual ele levou até Clara. Tentou perguntar-lhe se não era o mesmo veículo, mas conteve-se, temeroso de importunar a cliente. Afastou-se devagar, voltando ao lugar de origem. A mulher encostada no balcão exalou uma baforada que o irritou. Reclamou. Ela retrucou, a voz arrastada:

— Ah, não amola.

Desaforada, pensou. Não tinha classe. Era uma qualquer. Uma piranha, bem diferente da moça do carro bege.

Clara tomou o café e comeu a torrada. Não queria permanecer muito tempo em lugares públicos. Sentia-se ameaçada. A estas alturas, deveriam estar procurando-a. Pagou o rapaz e afastou-se. Quando descia os degraus, ele a chamou:

— Luisa.

Clara desequilibrou-se, quase caindo. Uma dor forte na cabeça, uma sensação de vazio e pânico. Fingiu não entender, quando perguntou, voltando o rosto e encostando-se no carro, que estava ali, bem próximo.

— Que disse?

— Luisa, não é o seu nome? Me lembro que disse para o Seu Samuel, que se chamava Luisa.

Ela não sabia o que dizer. Talvez confirmando, caso alguém a procurasse, dariam outro nome. Respondeu com voz trêmula, a cabeça pendida, olhando para os pés.

— Não, não sou Luisa.

— Mas é que o carro é o mesmo, tenho certeza! A moça só está um pouco diferente.

— Mas não sou eu. – Respondeu e entrou no carro, acionando a ré, de imediato. Logo, desapareceu na escuridão.

O garçom ainda resmungou:

— Tenho certeza de que é a mesma.

A mulher que estava encostada no balcão gritou, rindo com escrachada ironia:

— Se deu mal! – E repetia a expressão, enquanto o rapaz abanava os braços irritado.

Já no posto de gasolina, Clara abasteceu o carro, usando o cartão de crédito.

No pequeno hotel, lembrava que o administrador apenas lhe oferecera uma ficha para preencher da última vez que ali comparecera, por isso, inventou o primeiro nome que lhe veio à mente. Não poderia arriscar ser descoberta.

Subiu as escadas, exausta, talvez motivado pelo efeito dos medicamentos.

No quarto, nem se importou com a pobreza dos móveis e das cobertas de cama, nem mesmo pelas toalhas puídas. Só queria esconder-se, pensar no que seria de sua vida, no que poderia fazer para resolver os seus problemas e os de Nael.

Despiu-se, tomou um banho e vestiu uma calcinha que trazia na bolsa, além da roupa já usada, que não tivera tempo de trocar. Escovou os dentes e deitou-se de bruços na cama, tentando ler as últimas páginas do diário.

*****************

Um choro de criança.

O espocar de foguetes.

Lucas e Júlio se anteciparam ansiosos até a porta envidraçada. Indecisos, não sabiam o que acontecia, apenas que aquele choro poderia ser do filho de Luisa.

Lá fora, o alto-falante da praça reproduzia a notícia das rádios brasileiras.

Pessoas corriam de um lado para o outro, desorientadas, querendo informar ou ser informadas. Tentando ouvir ou gritar, ou falar, ou dançar. Uns pediam silêncio. Precisavam ter certeza.

“A rádio de Hamburgo depois de ter anunciado o crepúsculo dos deuses, acaba de informar: O furher morreu. Terminou a guerra. Terminou a guerra. Terminou a guerra.”

No meio da transmissão, sinos tocavam festivos. Lucas olhou para Júlio, os olhos rasos d’água. Ele esperava que o Doutor Osvaldo assegurasse que sua filha estava bem, que o choro daquela criança significasse a vida que brotava. Estremeceu, quando a enfermeira apareceu com um sorriso nos lábios:

— É um lindo menino! Parece que nasceu com o fim da guerra, não?

— Espero que sim. E minha filha? Como está Luisa?

— Está descansando, não se preocupe. Foi um parto difícil, mas mãe e filho estão bem. Daqui a pouco, o senhor poderá vê-la. Agora, precisa ficar de resguardo, por algum tempo.

Júlio aproximou-se do pai e o abraçou, expressando um sentimento que se interiorizava e se continha, mas que agora vinha à tona pela primeira vez, desde que voltou da Itália.

— O senhor ouviu? Hittler morreu. O assassino está morto!

— E meu neto nasceu. – Foi só o que conseguiu articular. A emoção tomava conta dos dois.

“Voltamos para a casa, e precisei enfrentar minha mãe. Estava angustiada, temia pela vida de meu filho, já que ela foi capaz de descartar a minha. Quando chegamos, fui diretamente para o meu quarto, com meu filho nos braços. Meu pai me ajudava, enquanto Júlio a procurava pela casa. Estava como de hábito no porão, onde construíra o seu mundo particular. Sofria muito por seu estado deplorável, mas tinha alguém a quem deveria dedicar toda a minha atenção. Nas ruas, havia festa, confraternização por todos os lados. As pessoas se abraçavam, se encontravam, estavam felizes. Eu abraçava meu filho.”

Lucas observou a ambulância aproximar-se e sentiu-se desolado. Não bastasse tudo o que estava acontecendo com sua família, desde o seu processo administrativo e o afastamento temporário do serviço, a possibilidade de ser julgado como um protetor de foragidos, havia ainda o desencadeamento desta terrível doença em Moema. Doía-lhe vê-la naquela ambulância e ser transportada como uma doente mental, completamente alienada da realidade.

Quando os enfermeiros desceram, ele os acompanhou até o porão, onde ela se encontrava.

Ele não desceu, ficou à espera, tentando não incutir nela qualquer temor.

Moema os fitou com expressiva tranquilidade. Abaixou a cabeça e prosseguiu na tarefa que estava fazendo; costurava alguns tecidos, manuseando a agulha de forma tão meticulosa, que se imaginava uma atividade de extrema importância.

Eles se aproximaram devagar, criteriosos. Após o cumprimento, o primeiro a descer tentou explicar-lhe que ela deveria fazer alguns exames, consultar o médico. Acrescentou que estavam ali para ajudá-la.

Moema interrompeu-o, fazendo um gesto de silêncio, com o indicador na boca. Falava quase num sussurro:

— Escute, parece um choro de criança. Vocês estão ouvindo?

Eles concordaram. Convidaram-na a subir as escadas e conversarem na sala.

Ela aquietou-se, por um minuto. Voltou à tarefa, com dignidade. Enfiou uma linha vermelha na agulha, com a presteza de costureira. Fez um nó, rebentando a ponta com os dentes, sem olhá-los. Pegou outros pedaços de pano, enrolando-os, como num maço. Depois, alisou-o com a mão esquerda, lentamente, pensativa. Espetou a agulha no pequeno volume e perguntou, de maneira inesperada:

— Não querem conhecer o porão? Aqui eu guardo os brinquedos de meu filho. Ele sempre brinca aqui. Acaba se escondendo, por isso, fecho sempre a porta.

Os enfermeiros olharam em torno, fingindo interesse. Logo, retornaram ao assunto, perguntando se tinha entendido a proposta. Conversariam um pouco e mais tarde ela os acompanharia ao médico.

Ela aproximou-se da janela.

— Olhem, às vezes, ele ficava aqui, me espiando. – E concluiu, com tristeza – Mas nunca não voltou mais. – E falando bem baixinho – Eles não deixaram!

O segundo enfermeiro perguntou:

— Quem?

— Os clandestinos!

O enfermeiro que tinha iniciado a conversa censurou a pergunta inadequada do companheiro. Insistiu que ela deveria subir com eles.

Moema voltou-se, deu alguns passos e parou estática. Aparentava segurança.

— Não se preocupem. Eu vou acompanhá-los, sim. Subam, subam, por favor. Meu marido deve estar esperando-os. Não o façam esperar, eu irei em seguida.

O segundo enfermeiro que descera respondeu com uma advertência:

— Está bem, nós subiremos e a esperaremos lá em cima. Mas não se demore, se não vamos ter que usar a camisa de força.

O outro o olhou, entre surpreso e irritado. Resmungou entre dentes, se ele queria por tudo a perder. Este acenou a cabeça, com afronta:

— Não tenho paciência com estes malucos!

Em seguida, subiram, deixando-na sozinha. Lucas os esperava, atabalhoado.

Sozinha, Moema falava impropérios, mas ardilosa, não gritava. Resguardava o seu mundo.

— Malditos! Pensam que podem decidir sobre a minha vida! Não vão conseguir!

Caminhava de um lado para o outro, sem parar de resmungar.

— Eles não vão me prender, eu não sou a culpada, não fui eu quem protegeu um foragido, um alemão assassino!

De repente, parou e olhou em torno. Ouvia os passos sobre o piso, sabia que estavam ali, à espreita para atacarem-na como cães farejadores, treinados para caçar pessoas incautas, como ela, que não devia nada à sociedade. Havia uma saída, a pequena janela redonda, que mais parecia uma escotilha de navio. Precisava quebrar o vidro, de forma que não escutassem. Então, procurou nas estantes, alguma ferramenta, qualquer coisa de metal que a permitisse atingir seu objetivo. Pegou o patinete, que estava à mão e arremessou-no vidraça, estilhaçando-a. Esticou-se, ferindo-se nas pontas de vidro, afastando-as com as mãos e espichando o corpo para fora, deixando-se cair no chão. Correu, ágil, dotada de uma forte energia que a fazia enfrentar qualquer obstáculo. Atravessou o portão e correu para a rua, em direção à estrada, algumas quadras adiante.

Lucas desceu os degraus correndo, alertado pelo barulho, sendo seguido pelos dois enfermeiros. Olhou pela janela quebrada e viu a mulher desaparecendo no final da rua.

Os outros dois voltaram às pressas para a ambulância, imbuídos em persegui-la, porém nas ruas que dirigiam, seguiam em linha paralela, pois ela atingiu o caminho dos bondes, saltando sobre os dormentes.

Avistaram-na quando passavam pelas esquinas, mas nada podiam fazer para impedi-la. Então, decidiram descer e persegui-la a pé. Correram até o cruzamento que desembocava num terminal de bondes. Esperaram que ela aparecesse, pois escondia-se na curva em que se dava o desvio. Perceberam que um bonde se aproximava no sentido oposto, em direção a ela. Temiam que fosse atropelada, por isso, gritavam o seu nome em desespero.

O bonde fazia o som de alarme, indicando a manobra.

Moema, em sua alucinação, nem percebera que o bonde se aproximava.

O motorneiro emitiu vários sons, alertando-a. As pessoas gritavam das janelas, alguns se levantavam, corriam até a porta. Numa uma tentativa, o bonde manobrou, desviando-se em direção ao cruzamento dos trilhos, mas acabou se descarrilando, enquanto o corpo de Moema sofria intenso impacto, sendo jogado ao longe.

Os passageiros gritavam aturdidos. Alguns mais afoitos, com a freada brusca chocaram-se com as divisórias de ferro, próximas ao condutor. Algumas mulheres procuravam não olhar a cena, chocadas. Outras desceram ao lado dos homens.

Moema estava estirada nos trilhos, o olhos vidrados, sangue escorrendo pela boca.

Quando a notícia chegou, Lucas pensou que sua família era a única que não tinha motivos para ser feliz, com o final da guerra. A sua guerra interior tornava-se a cada dia mais cruel. Como contar à filha o que acontecera com a mãe? Como encarar o sofrimento que dilacerava o seu coração, que destruía a sua família.

Júlio foi quem teve a coragem de contar à irmã, o ocorrido.

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