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NOTÍCIA DO JORNAL AGORA COM MANCHETE "COMUNIDADE PALESTINA PEDE PAZ"

Transcrevo aqui a reportagem de Melina Brum Cezar, do Jornal Agora de Rio Grande do dia 21/01/2009 sobre a comunidade palestina, pedindo justiça e paz para o seu País de origem. Uma reportagem emocionante, que mostrou a união entre vários representantes da sociedade numa passeata realizada na Avenida Rio Grande, no Balneário Cassino, levando faixas e cartazes contra o conflito.
“Justiça, paz na Palestina. Não queremos guerra, queremos nossa terra”. Em coro, dezenas de rio-grandinos percorreram um trecho da avenida Rio Grande, no balneário Cassino, no último sábado, 17, para chamar a atenção da comunidade e manifestar repúdio aos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza. Após o manifesto, foi realizado um ato religioso pela paz em frente à Igreja Sagrada Família.
A caminhada reuniu integrantes da comunidade palestina que vivem no Município, políticos, representantes de entidades de classe e as comunidades católica, islâmica e luterana. “Nosso objetivo é chamar a atenção dos rio-grandinos e demais brasileiros para o genocídio que acontece na Faixa de Gaza”, explicou o presidente da Sociedade Beneficente Islâmica Árabe Palestina em Rio Grande , José Khattab Hassan. Os manifestantes pediam o cessar-fogo imediato de Israel no local e a criação do Estado Palestino.
Durante a marcha, os participantes ergueram bandeiras palestinas, faixas com pedidos de paz e cartazes com fotos dos ataques no local. “São imagens que a imprensa não tem acesso, porque não pode entrar naquela região. Mas que a internet revela, mostrando todo o sofrimento do povo palestino”, afirma Khattab. Os integrantes da comunidade palestina também foram vestidos com o “hata”, turbante palestino. Alguns deles tinham desenhado o mapa da região e os dizeres “Jerusalém é nossa”.


Entre os políticos, participaram representantes dos partidos PT, PCdoB, PMDB, e PSOL. O vereador Luiz Francisco Spotorno (PT) afirmou que a bancada do Partido dos Trabalhadores apoia as ações de repúdio, à medida que a sociedade precisa se manifestar contra esse conflito que se tornou um genocídio.
Após a caminhada, o sheik muçulmano Mohamad, o pastor luterano Bonato e o bispo diocesano dom José Mário Stroeher realizaram um ato ecumênico em frente à Igreja Sagrada Família em favor da Paz no Oriente Médio. “É muito grave o que acontece na palestina. É um conflito entre dois Estados que já dura mais de 60 anos. Precisamos nos manifestar pela Paz, porque os problemas não se resolvem com a guerra”, disse o bispo. Dom José Mário falou ainda sobre importância das comunidades israelenses e palestinas, que vivem no Brasil, não se deixarem contaminar por essa violência.
A palestina Nascima Jundi veio refugiada durante a guerra árabe-israelense de 1948. Ela conta que sua cidade, Deir Yassin, foi uma das primeiras tomadas pelos israelenses. “Na minha cidade, eles entraram e mataram todos. E hoje ela não está mais nem no mapa político”, afirma. Nascima, que atualmente tem familiares que moram em Jerusalém, retornou de lá há três meses e está chocada com os ataques na Faixa de Gaza. Seu filho Salih, de 43 anos, afirma que ao ver as notícias na televisão se emociona e chora. “Eles estão matando as crianças, mulheres, usando armas químicas. Não obedecem a ninguém, não deixam entrar comida nem água. É horrível, eles têm que parar”, diz Nascima.
Na último dia 13, um grupo de 30 rio-grandinos esteve participando em Porto Alegre de uma caminhada em repúdio aos ataques israelenses em Gaza. O ato reuniu mais de mil pessoas na Capital gaúcha.

Melina Brum Cezar

Fonte: Jornal Agora, edição n. 9233 quarta-feira, 21/01/2009. Rio Grande.
CEZAR, Melina Brum. Comunidade palestina pede paz. Jornal Agora. Rio Grande, 21 jan. 2009. Geral, p.3.
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